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sexta-feira, março 09, 2007

O meu veneno

A economia das palavras

Os discursos institucionais de hoje ainda não perderam o carácter deferente que se utilizava no Estado Novo. Foi simplesmente ridículo o início do discurso do Presidente do Conselho da Administração da Rádio Televisão Portuguesa na comemoração dos 50 anos de existência. Foram 3 minutos e 30 segundos a anunciar as Excelências, as Eminências, os Deputados, os militares, os ministros convidados e outros que não deviam lá estar. Mais comedido foi o Presidente da República que em 15 segundos disse quem lá estava.
Ora, num país democrático onde todos são iguais perante a lei basta dizerem " Senhoras e Senhores convidados".·O programa das comemorações também foi fértil em períodos mortos acabando por criar o desinteresse em milhares de telespectadores que esperavam, creio, um programa sem a amostragem de «sempre os mesmos», mais virado para o futuro, com gente jovem a sobressair no espectáculo. Triste!






no dia das perguntas

no dia das perguntas pediram-me as mãos para saber do que falavam apesar de terem estilhaços de espelhos com pedaços de gestos franqueados pelas margens do vidro. havia tudo, até o sangue das magnólias que morreram esta manhã e não quiseram esperar o sortilégio de quem, por hábito, se move na palavra com a iluminação das flores. perde-se o ritual do olhar e da conversa diária, a rega de compromisso desfeita pela eutanásia do pólen. um vaso de substituição espera algures o crescimento das pétalas presas, como sempre, numa corola frágil num lábil pedúnculo.


no dia das perguntas só há uma resposta dita pelo sopro da ventania: a morte.

josé félix






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