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quarta-feira, março 07, 2007

O meu veneno

País de brandos costumes


É, sempre, por alguma razão ou por todas as razões, que se diz que Portugal é um país de brandos costumes. Senão vejamos: ─ Não se vê com bons olhos que os padres casem, mas as beatas das aldeias mais recônditas do território dizem que o padre também tem direito a ter uma mulher; o Governo português assinou e aceitou o protocolo das Nações Unidas para o fenómeno da corrupção mas esqueceu-se de entregar àquela organização o respectivo relatório; os ministros, apesar de declararem os rendimentos na altura da chamada para o serviço público saem mais ricos; os autarcas acusados de corrupção e arguidos em processos de «saco azul» e «apito dourado» são eleitos pela maioria dos cidadãos das respectivas freguesias e municípios; diz-se que se a dívida à Segurança Social dos clubes de futebol e grandes empresas fosse liquidada, o sistema de saúde pública ficava com saldo positivo e ninguém faz nada; o Gato Fedorento foi proibido pela administração da Rádio Televisão Portuguesa de criticar o Telejornal e todos se calam; se um polícia apanha um ladrão em flagrante delito que foge e apanha um tiro, o polícia vai preso e tem que responder por ter gasto uma bala com o prevaricador.
Não sei se é bom ou se é mau o Ministro da Saúde ter recuado perante as manifestações de populares contra o encerramento de várias urgências básicas nos hospitais e ter assinado protocolos com as autarquias.


a iluminação das naves

descansas a paciência
na trave do rosto. o tempo,
no templo feito silêncio
com o oráculo da boca
a denunciar tirésias,
está na sombra dos lábios
com a oração suspensa.
o olhar é a iluminação
das naves quando o sol
vai desenhando nos claustros
a súbita admiração.

josé félix


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