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sexta-feira, abril 06, 2007

O meu veneno

O circo

Portugal já foi um país de circo. De circo verdadeiro: palhaços verdadeiros, equilibristas verdadeiros, acrobatas verdadeiros, ginastas verdadeiros.
Com o desenvolvimento massificado, com as novas tecnologias, uma televisão com mais de 100 canais, com a informação na internet, com os telemóveis, os aparelhos de mp3 Portugal fartou-se do verdadeiro circo e criou um outro com base no futebol, na política, na religião. É vê-los, por aí, sem disfarce e pudor, a cabriolar ostensivamente as vascas nos noticiários das rádios, dos jornais, da televisão. Os palhaços deixaram de ter a graça que tinham ─ o palhaço rico e o palhaço pobre ─, e aparecem uns vestidos de donos de clubes de futebol, de donos do país, outros de polícias, de padres. Ora é a comédia do dirigente de clube ora é a tragicomédia da licenciatura de um primeiro-ministro. O povo na sua ignorante generosidade bate palmas, mesmo sem a acrobacia e o brilho de outros tempos.


escolhe um horizonte e depressa ver-
terás a loucura escamosa dos peixes.

RafaelCayetanno

na capela das ondas sétimas
as glaucas águas submergem

com o olhar das virtudes temporais.
na explicação dos pássaros

o horizonte é o voo
no olho do peixe à procura do seu fim.

a brisa suave e leve e grave
molda a falésia íntima da distância.

josé félix

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