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sexta-feira, setembro 21, 2007

O meu veneno

O país parou. O cidadão comum fala de José Mourinho. As enfermeiras do Centro de Saúde falam de José Mourinho. O Governo fala de José Mourinho. Os ricos falam de José Mourinho. Os pobres falam de José Mourinho.
José Mourinho, qual Guilherme, o Conquistador, paradigma da alma lusa, após a conquista de Inglaterra, vê, de um momento para o outro, com ou sem despedimento, com ou sem acordo, sem o feudo que o fez tão especial perante o mundo do futebol, o seu império ruir debaixo dos pés.
As televisões, quais ofídios viperinos, vão comentando minuto a minuto a novela entre ele, o Mourinho, e o Sr. Abraamovich. Fez-se crer que a cidade de Setúbal tinha «parado».
Ora, este sentimentalismo bacoco a presentear aquele de quem querem fazer maior do que ele é, desvela a mediocridade nacional de um país, um povo, que não consegue refrear a sua pequenez e, tentar, pelo menos isso, sobressair do círculo ínfimo.
Há mais problemas e muito mais difíceis de resolver para que a Comunicação Social perca tempo com pormenores de circunstância de um cidadão cujos proventos monetários são um autêntico insulto à pobreza que grassa no planeta.
Darfur, Índia, Paquistão, Afeganistão, Médio Oriente, Iraque, as cheias no centro de África, as bolsas de pobreza das grandes urbes, tudo isto é esquecido.

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