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segunda-feira, maio 12, 2008

O meu veneno

O humor tosco de "Os contemporâneos"

Fazer humor é uma arte o qual só alguns têm a capacidade e o discernimento para «saber tocar» em alguns pontos quentes de determinada sociedade. Ora, sabendo que a sociedade portuguesa ainda está atada nos princípios católico apostólico romanos, é de muito mau tom fazer humor com aquilo que é bastante prezado por alguns sectores dessa sociedade.
Depois dos Gato Fedorento, que tão bem souberam criar personagens humorísticas e cómicas acerca da religiosidade das pessoas, e também sobre política, vêm agora os Contemporâneos desfazer o que tinha sido bem feito. O sketch acerca da aparição da Senhora em Fátima é de muito mau gosto e, confesso, desde que apareceram na televisão ainda não conseguiram tirar-
-me, sequer, um sorriso. Não sou religioso, portanto não me fere o humor de faz-de-conta. O humor deve ser abrangente e não só para determinados sectores da sociedade. Se não se pensa assim agoira-se uma curta vida para aqueles que querem fazer do humor balas de ricochete.
Pode-se brincar com a religiosidade das pessoas, sim, só que é necessário saber «como».

a fuga da língua .3


partiste. deixaste um som
na campânula da água
onde um pássaro poisou.

uma palavra de vento
foi o manto que cobriu
a boca; o anúncio de espanto.



josé félix
in a fuga da língua

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