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sexta-feira, maio 09, 2008

O meu veneno

Peço as minhas escusas aos leitores que têm este espaço como visita regular. As contrariedades apanham-nos de surpresa, às quais temos que fazer face, e o tempo, esse escárnio do ócio, é implacável.
Assim, e voltando ao veneno que caracteriza este espaço, vamos tecer algumas considerações acerca do mau fado que o Acordo Ortográfico está a ter. Já disse em anteriores textos que mais nenhum país fez acordos ortográficos como a forma de unificar a língua em determinados espaços. Espanha, Inglaterra, França, Holanda e Alemanha fizeram algumas mudanças necessárias nas suas línguas sem qualquer tipo de acordo com outros espaços falantes.
Não entro em delírio por o Brasil falar e escrever de modo diferente algumas palavras portuguesas. O português do Brasil tem a especificidade do contexto espacial em que se move; o português de Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Timor, Goa, tem a especificidade destes espaços. Há palavras destes países e regiões que entraram, e bem, no léxico da língua portuguesa. Portanto, não há que unificar coisa alguma. Não me importo que seja úmido no Brasil e húmido em Portugal. Não me importo que em Angola se use o "K" ou o "W" em algumas palavras de origem kimbundu ou de origem umbundu ou tchoqwe. É a língua portuguesa a movimentar-se naquelas regiões.
Por isso sou frontalmente contra qualquer tipo de Acordo Ortográfico por se mostrar absolutamente inócuo.

a fuga da língua .1


perco-te na superfície
da água. como um artífice

procuro o corpo no texto
na reflexão do pretexto

de encontrar a sedução
da pronúncia, a oração

religiosa do corpo
sem mácula e sem estupro.

josé félix in a fuga da língua

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