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quinta-feira, julho 17, 2008

O meu veneno


1. Parasitas

2. Eufemismo

3. Moderação

1. Parasitas


Há alguns dias fui atacado por um parasita. Um parasita com propriedades miméticas, que muda a cor do nome conforme vai correndo os sítios da Rede ou da blogosfera, resolveu pousar no meu corpo, digo, no meu blogue, e de uma forma acintosa iniciou um concerto de provocações com o objectivo de denegrir o meu bom nome, com base na vingança e na inveja.

Não vou por aí. Se há parasitas que desaparecem com antibióticos e soluções tópicas, há outros que lhes basta não fazer nada para começarem a alimentar-se da própria pústula. É nesta última classe de parasitas que se insere a autora ou o autor de um blogue, que o criou com a intenção atrás referida.

Claro que esse blogue só existe porque eu existo. Se eu não existisse o blogue não seria criado e o parasita mimético não se alimentava às minhas custas.

Claro que tudo tem um fim. Basta navegar pelo mundo da blogosfera para se verificar da vida curta, diria, curtíssima, de alguns blogues; morrem com a mesma velocidade com que nascem.

A minha atitude no mundo da blogosfera não deve ser tão má pois a "Teia da Aranha" existe há seis anos. Isto confere-me uma certa dose de paciência para afastar alguns dos parasitas que me atacam.

Portanto, a partir de agora não comento mais sobre o parasitismo e o sintoma inicial é que nem sequer nomeio o blogue, tão pouco o autor ou a autora dele. Veremos o tempo que dura.

2. Eufemismo

Então em que ficamos? Há uma «recessão económica» ou um «abrandamento do crescimento económico?» Ora, uma «recessão económica» entende-se logo que há um declínio na taxa de crescimento económico». Oh Sr. Engenheiro! Só um país de tolos é que, ainda, atura isto.

3. Moderação

Eu não vou pedir escusas por estar a moderar este blogue. Não é a primeira vez e não será, certamente, a última. Não se espantem com isto.

Não somos moderados quando circulamos nas estradas ao abrigo do Código da Estrada? Não somos moderados desde que nascemos e nos vamos fazendo cidadãos ao abrigo das leis da República? Não somos moderados no local de trabalho, na escola, no templo?

tanka

na manhã de sol
um arco-íris entre as árvores -
chuva molha-tolos

hoje as primeiras efémeras
vieram pela manhã.

José Félix e Anibal Beça Folhas da Selva, Chá das Quatro, Editora Valer, Manaus, 2006

Nota: este tanka faz parte das Ramas de Verão feito a quatro mãos com o poeta Aníbal Beça.
O livro contém, essencialmente, haicais, e tankas feitos segundo o método de Jane Reichold.





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