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terça-feira, julho 08, 2008

O meu veneno

O corridinho do Algarve

O corridinho do Algarve, o bailinho mandado, é o paradigma da vivência da sociedade portuguesa. Andamos todos, perdão, quase todos, comandados pelo vilão-mor deste país a fazer querer que tudo vai bem «no reino da Dinamarca» mas, na verdade, é como na tragédia Hamlet de Shakespeare: podre, e muito podre vai este reino onde as leis da justiça, feitas com tal flexibilidade e múltiplas leituras, permite, por isso, múltiplas sanções. Dura lex sed lex devia ser o lema da aplicação da justiça. Ora, o que eu registo é uma frase ouvida num dos canais de televisão, a propósito da violência contra os juizes em Santa Maria da Feira, dita por uma cidadã daquela localidade: a justiça é forte para os fracos e é fraca para os fortes.
Quanto ao vilão-mor, que se cuide; há já muito boa gente que sabe distinguir um prego de uma agulha.

homenagem a lope de vega[1562 - 1635]

de volúpia seu nome
no cálido leito dorme
a deusa fria
talvez por isso não sente
as vezes que a boca mente
a deusa fria

de vil virtude se acoita
quando no falo se afoita
a deusa fria
é que a carne é mais carne
com pantominas de verme
a deusa fria

a noite de fauno breu
pequeno fogo acendeu
a deusa fria
ao som da avena de pã
nasceu nua p'la manhã
a deusa fria

na quieta luz campesina
volúpia é de menina
a deusa fria
se à noite é rubra a face
de dia não é rapace
a deusa fria

cumprindo se vai vivendo
de noite e dia em crescendo
a deusa fria
vai mentindo ao som da flauta
cantando uma nova pauta
a deusa fria


josé félix

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