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domingo, setembro 28, 2008

Largos são os dias


O meu tempo é do tamanho
da avenida onde moro;
tenho a infância e a velhice
ladeada de árvores antigas.
Já não lhes procuro a sombra
e são elas que me amparam
quando fazem os dias
ir nas asas leves dos pássaros.

José Félix

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quarta-feira, setembro 24, 2008

O meu veneno

Malefícios ou vícios da lei


Tem-se dito aqui e ali, por este país fora, que a Lei portuguesa é das melhores da Europa. Eu discordo completamente. A Lei portuguesa tem sido feita por legisladores com fracos conhecimentos da língua portuguesa, "mal pensadas e pior redigidas" [Maria José Nogueira Pinto, DN de 24-1-2008], o que leva a múltipla interpretação, de que os pobres e os miseráveis são os principais castigados como temos vindo a constatar pelos diversos julgamentos em que os arguidos são de várias classes sociais. Constatámos isso com a famosa Lei do tabaco; constatámos com a prisão feita a vários indivíduos no caso da pedofilia da Casa Pia; constatamos com o caso interminável do Apito Dourado; constatamos com a prisão preventiva ou não de bandidos que utilizam armas de fogo e armas brancas para assaltar automóveis, bancos, gasolineiras e super-mercados.

A Dura Lex sed Lex aplica-se tão-somente aos menos favorecidos economicamente, e que não podem pagar a um advogado para os defender, mesmo reinterpretando a Lei.

Tendo sido criado sob um sistema codificado e romanizado, ainda assim, sou adepto da Lei inglesa, consuetudinária. Aqui, o legislador pode mudar a Lei se for necessário, como por exemplo, os costumes. Estes devem expressar exactamente as ideias morais e as necessidades económicas da sociedade. O juiz pode mudar a Lei, reinterpretá-la. Ao mudar a Lei estará a criar um novo Direito.

No Direito Romano, e no caso específico do português, há reinterpretações convenientes, ficando a lei da mesma forma que estava antes e, como temos constatado com prejuízo superior para os menos favorecidos.

Daqui se conclui que será melhor, no caso do Direito em Portugal que o legislador aprenda primeiro a conhecer bem a língua portuguesa, para redigir melhor e não levar a interpretações de conveniência conforme o estado social do arguido.

Largos são os dias


O meu tempo é do tamanho
da avenida onde moro;
tenho a infância e a velhice
ladeada de árvores antigas.
Já não lhes procuro a sombra
e são elas que me amparam
quando fazem os dias
ir indo nas asas leves dos pássaros.

José Félix
2008.9.24


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domingo, setembro 21, 2008

A Literatura é o reflexo de épocas. Compete à Crítica Literária através dos instrumentos que tem à disposição assinalar os textos como obras que devem pertencer à Literatura.

José Félix

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sexta-feira, setembro 12, 2008

O meu veneno


Oito mil milhões de euros é o valor do custo de um acelerador de partículas, investigação incluída, para simular o «big bang», a criação do Universo, em Genebra.
Provavelmente essa experiência vai trazer grandes benefícios aos refugiados do Darfur, às vítimas dos assassinos homicidas no Iraque, Afeganistão e Paquistão; aos esfomeados em África e no subcontinente indiano, aos deslocados do Shael; aos campos de refugiados de palestinianos no Líbano. Vai, certamente, contribuir para a Paz Mundial.

Começaram as aulas e começaram da pior maneira. Vejam-se os livros escolares; de História, de Língua Portuguesa e os de Matemática para perceber-se que os mentecaptos que fazem os livros têm razão para dar aquele ensinamento a um país de burros. A sociedade portuguesa, principalmente os políticos, ainda estão imbuídos do complexo de esquerda criado em 1968, e fazem os livros para uma lavagem ideológica dos cidadãos. Esquecem-se que o Cohn Bendit é um burguês bem instalado na Câmara de Hamburgo e esqueceu-se, há muito tempo, de Maio.



tudo o que arde
viverá
Constantino Alves



na cinza, chama feita de caminho
interrogo a matriz de tanta luz

o ovo se desfaz
no útero corrompido
calando o grito
na primícia do frio.

do pó cinzento e quente sobressai
a brasa, fogo luz que permanece
na incandescência do meu corpo frio.

josé félix

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quinta-feira, setembro 04, 2008

O meu veneno


Política em movimento

O Sr. primeiro-ministro criou um novo conceito em política: a política em movimento. Vejamos!
Há cerca de um ano que o Sr. primeiro-ministro disse que a rede escolar estava coberta pela Internet. A comunicação social desfez essa afirmação correndo várias escolas do país para comprovar a negação da afirmação política do Sr. primeiro-ministro. Sucede que desde então até agora o Sr. engenheiro aproveita qualquer aparecimento público, e com a televisão por perto, para dizer, agora, que a rede escolar vai ficar coberta pela internet de banda larga. Disse-o ontem, anteontem, e muito antes de anteontem.
Isto é o que se chama de política em movimento. O facto ainda não existe mas lembram-se acontecimentos, frases e ideias de algum tempo antes. É como em alguns filmes de David Lynch: anamnese.

esperarei por ti

e mesmo que concerte
antecipadamente
um discurso amoroso
fogo de arte e ofício
fanfarra e toda a alegria
do hino de beethoven

se acaso me calar
meu amor, já me basta
o rosto do teu sol
na flor do coração.

josé félix

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