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segunda-feira, janeiro 19, 2009

O meu veneno

Genocídio

É preciso haver um certo cuidado com a língua quando aplicamos algumas palavras em determinados contextos. Ora, nesta guerra que opõe o Estado de Israel aos terroristas do Hamas o termo «genocídio» nunca foi tão vilipendiado como agora.
Nos dicionários de língua portuguesa dizem que «genocídio« é a destruição metódica de um grupo étnico, pela exterminação dos seus indivíduos.
Se leram a Declaração de Princípios do grupo terrorista do Hamas (até ganhou eleições pela via democrática, mas Hitler também as ganhou vi-se o resultado!...), se realmente se deram ao trabalho de a lerem, o que duvido, vêm que há lá um ponto em que se preconiza a destruição do Estado de Israel e, por consequência, de um povo. Isto é uma declaração de prática contínua de destruir o «outro».
A hipocrisia de esquerda vai até ao ponto de não denunciar o genocídio perpetrado pelo governo islamista do Sudão contra os habitantes de Darfur. Não denunciam práticas de excisão clitoridiana das mulheres islâmicas. Não denunciam a escravatura feita pelo governo islamista da Mauritânia. Não denunciam os graves atropelos contra os direitos humanos nos estados islâmicos que não permitem às mulheres exercerem cargos públicos e muitas profissões. Não denunciam o estado de submissão esclavagista das mulheres. Vêm agora tecer impropérios contra Israel que invadiu Gaza para decapitar uma organização terrorista que durante 8 anos enviou mísseis para dentro das fronteiras israelitas.

É evidente que se um milhão diz uma coisa, não quer dizer que esse milhão tenha razão.

em masada
entre ein-gedi e sodoma
oiço longe o shophar um canto rouco
alonga na judeia o deserto.

a guerra não é feita ao sopro do vento
e as pedras multiplicam-se por mil
nas mãos dos que ali são
há mais de três mil e quinhentos anos

herodes edomita de esaú
triador patriota
defende a palestina
às mãos de augusto
encimando o castelo
da resistência e auto flagelação.

já longe vai o tempo dos amores morenos

via-te correr pelos jardins
gazela
com um ramo de mirra entre os cachos maduros
os seios onde o mel adoçou os meus lábios

anah o pescoço esbelto
como uma torre de marfim
enfeitada
de safiras

não há campos de cedros
e o resto dos que existem
queimam
na fogueira de campos de refugiados.

o líbano o doce líbano
dos cipestres dos lírios
o forno onde se queimam ódios
filhos filhas
de uma só pátria.

em masada
molho as pedras de vários mil anos

como um gamo ferido desço
os quatrocentos metros que me separam
das emoções.

hoje não vou ao muro das lamentações.

jacob kruz

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