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sexta-feira, fevereiro 20, 2009

O meu veneno


A face visível da censura




Que há censura já o sabemos desde há muito tempo. Desde que este governo tomou posse houve uma espécie de caça às bruxas contra quem não pensa como os detentores do actual exercício do poder.
Há censura na Saúde, há censura na Educação, há censura na Economia. No que se refere aos donos das empresas e aos donos dos bancos há uma anuência conjuntural às políticas do governo para adquirirem benesses por causa da crise internacional e, mais, da crise nacional.
A censura de imagens com mulheres semi-nuas e / ou nuas num computador portátil Magalhães é só a face visível de uma censura que se passeia sem qualquer pudor pelos meandros das instituições publicas e privadas. Agora a mulher nua, ou o homem nu, é uma manifestação de pornografia! Quando vemos as televisões privadas e as do estado transmitirem em qualquer hora do dia imagens e filmes, estes sim, que podem ser catalogados de pornográficos, e aqui, também, pode haver um exagero na classificação, a censura, sim, porque ela existe, preocupa-se, em nome sabe-se lá de que valores, classificar simples imagens de mulheres nuas de pornografia. É a hipocrisia no mais alto nível de quem tem poder de estado.O pior, sabe-se, não é esta censura visível e que mostra até com impertinência, as suas garras. A auto-censura que transitou do Estado Novo ganhou foros de vómito com este governo que se diz socialista, democrático, progressista. Há medo nos partidos, há medo nas empresas e só se fala às cotoveladas com o vizinho.










Formatação de Rosangela Aliberti
A teia de penélope


Oficiando o olhar pelo vigor
da árvore que ruga a distância
com o novelo da rama e rigor
na doba, a maresia, a paciência

do regresso desesperado, o amor
compõe no vento o resto da notícia
que longe, lá, Tirésias, com temor
ao ler o tempo, no templo anuncia.

No xaile, preguiçando a ignomínia
dos cortesãos, a graça de Penélope
irradia a certeza da sua espera;

depois de Tróia já se vê a insígnia
que regressa da sombra com Calíope
e de arco em punho acerta a flecha fera.

A amada aguarda, ansiosa, tão subtil
que os cavaleiros padecem no ardil.

José Félix


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