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sábado, maio 23, 2009

o pão da poesia


gostava de comer um pão que fosse,
mesmo assim, o resultado de um verso
escroque. a literatura danou-se
e, claro, eu não sou um poeta converso.

escrevo, livros, teses, manuscritos
tudo aquilo que o egrégio me ensinou
só não me disse que seriam proscritos
poemas-sangue que o demo me enviou.

que o raio parta a palavra maldita
em mais de mil outras palavras ditas
no redondel da mui parca existência.

não vale a pena a frase, sequer,
por muita verve que o tempo lhe der
se vai perdendo a própria consciência


josé félix

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