A Teia que te prende, envenena, suga, mata, é a vida. - José Félix - 2003)




Na vertente do olhar, Helen de Rose
Não cabe a escuta, o eco da tua voz
A messalina que tem essa pose
Descreve os lábios um desejo atroz.
Os olhos são assim a dupla dose
Que no sentido lúbrico são a foz
De Eros submetido à Hipnose
Transformando-a, a deusa, em seu algoz.
Que te sossegue o rosto, o teu cabelo
E as faces sejam lume nos meus lábios
Se houver a mais pequena transparência.
Porém, se não for atendido o apelo
Eu fico no devaneio dos sábios
A perscrutar a voz da minha urgência.
José Félix
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