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segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Série "O lugar onde" 

2


o local da memória
perdeu o lugar
a sensibilidade dos dedos
quando a libelinha poisa
na folha da cameleira

vieste aqui
para olhar a água
simplesmente olhar o espelho
que muda o rosto
no mais curto assobio de vento

e neste lugar
presencias o canto das asas
na ordem mais perfeita das coisas
sem caos

a pele de repente vazia
apodrece
ao lado das pedras.


josé félix

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domingo, fevereiro 07, 2010

Ainda a morte de um país

Seis meses depois de ter colocado um texto acerca da agonia e morte de Portugal, verifico com tristeza e admiração que, afinal, os mídia não estão tão afastados da realidade, apesar de terem acordado tarde demais.
A morte de um país tem tradução na incapacidade das forças «vivas» da nação denunciarem os atropelos aos direitos, liberdades e garantias cometidos por um governo autista, onde predomina o banditismo organizado. Ora vejamos:
- Tudo começou com o caso da Universidade Independente associado à licenciatura do cidadão José Sócrates, actual primeiro-ministro de Portugal. Seguiu-se o caso Freeport, o caso da Cova da Beira, o caso Face Oculta, o caso das escutas com a tentativa do governo socialista, na pessoa do primeiro-ministro, querer controlar a Comunicação Social, afastando os jornalistas incómodos de estações de televisão, jornais e rádios.
Denunciei aqui, sempre, com a acuidade necessária, todos estes atropelos às liberdades fundamentais.
Só agora, alguns jornalistas que são fazedores de opinião deram o «braço a torcer» e já dizem que este primeiro-ministro não tem condições para continuar à frente da governação.
Eu sei que há muito em jogo, principalmente a reeleição do Presidente da República e os compromissos internacionais e os compromissos com a União Europeia.
Tudo isso valerá a pena se continuarmos com este governo incapaz, corrupto a raiar o banditidmo?

1

o lugar onde

me circunstancio

é a clareira

da memória, rara,

que leva os dedos

para o corpo feito

de um desejo,

que ficou na cinza

de um fogo aceso

e consumido, breve,

na emoção

de uma palavra em chama.

o lugar, brasa

que me veste o corpo,

fotografia

de um olhar cativo

─ a circunstância

dupla e eficaz,

e que regista

a memorização

do próprio fogo

de todo o lugar.

é uma fuga

o local da memória.



José Félix



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